Quem sou?
Uma cidadã Portuguesa, Algarvia e Tavirense, nascida nesse já longínquo mês de Agosto de 1970, num Monte perdido na serra de Tavira, da freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo. Curiosamente, neste mesmo ano e quase um mês antes, morreu aquele que marcou profundamente, para o bem e para o mal, a história deste país: António de Oliveira Salazar.
Com cerca de três anos e meio viajei com os meus pais para a Alemanha, para onde eles já tinham emigrado há algum tempo, tendo ficado, entretanto, a viver com a minha avó materna. Tive, desde cedo contacto com um um país bastante mais evoluído e desenvolvido, onde cheguei a frequentar um jardim de infância.
Com sete anos e com grande pena minha, regressei com a minha mãe e irmã para entrar para a escola primária da Luz de Tavira, tendo fixado residência na Campina da Luz de Tavira, onde vivi até aos dez anos.
No início de 1981, mudámos para Tavira, terminei o último período na Escola da Porta Nova e desde então que não voltei a residir fora de Tavira, excepto durante o período em que trabalhei no Hotel Vila Vita Parc, e que vivi seis meses em Pêra.
Fiz parte de dois grupos folclóricos entre os 13/14 e os 20 anos: primeiro o de Tavira e depois o da Luz de Tavira, período da minha vida que considero muito interessante e rico, em que viajei imenso, conheci outras pessoas e culturas e diverti-me muito. Período este que viria a contribuir pelo meu gosto pelo Turismo e pela paixão pela imensa riqueza cultural e patrimonial do nosso país.
Em 1989 entrei para a Universidade do Algarve para Português/ Inglês, mas não me matriculei porque entretanto tinha-me matriculado no curso de Técnicos de Empresas e Actividades Turísticas da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve e nesse ano as matriculas na Universidade foram muito tarde devido a greves que se verificaram nesse ano e como estava a gostar muito do curso, optei por aquele e por não me matricular na Universidade. Se o tivesse feito, hoje seria, muito provavelmente, professora de Português e Inglês. Mas em termos de vocação, tinha outra paixão: Direito. Espero viver o suficiente para poder, ainda, tirar esse curso. Digamos que o gosto por esta área aumentou.
Considero-me uma pessoa inquieta; inquieta-me a passividade das pessoas perante as injustiças de que somos vítimas; inquieta-me a má gestão dos dinheiros públicos; inquieta-me a falta de respeito dos governantes pelos cidadãos; inquieta-me a falta de visão estratégica a médio e longo prazo dos nossos governantes; inquieta-me o facto de estarmos a regredir em termos de aposta na educação e na saúde; inquieta-me a péssima qualidade da maioria dos nossos políticos; inquieta-me que gente que trabalhou meia dúzia de anos se reforme com valores chorudos, para os quais não descontou; inquieta-me a morosidade na justiça; inquieta-me o "eu quero, posso e mando" dos actuais governantes que deixaram de respeitar a nossa Constituição; inquieta-me a política do betão armado; inquietam-me as novas formas de escravatura deste século; inquieta-me a crueldade; inquieta-me o silêncio dos bons e outras coisas do género. A lista é extensa...
Em termos profissionais, trabalhei no Hotel Vasco da Gama (Recepção) e no Alcazar Hotel (Assistente de Direcção) em Monte Gordo e finalmente, no que a hotéis diz respeito, no Vila Vita Parc (Recepção) em Armação de Pêra. Fui animadora da UNIVA (Unidade de Inserção na Vida Activa) de Tavira. Trabalhei cerca de três anos e meio na Segurança Social (Departamento de Acção Social e Secretariado do Conselho Directivo) e desde Março de 2001, que trabalho na Universidade do Algarve, como Assistente Administrativa.
Em termos políticos nunca fui militante de qualquer partido até 2009, ano em que me filiei pela primeira vez. Foi num partido novo o MMS - Movimento Mérito e Sociedade, que já não existe e nas eleições de 2009 fiz parte da lista de candidatos pelo Algarve à Assembleia da República. Presentemente sou simpatizante e apoiante do Movimento Mais D - Democracia em Movimento, que considero grandemente responsável pela motivação e inspiração necessárias à decisão que tomei de me apresentar como candidata independente à Câmara Municipal de Tavira.
Entre outras coisas, sou também autora do Blogue: Noélia disse
Considero-me uma pessoa batalhadora, de fé e de esperança e tenho muita esperança em conseguir contagiar-vos com a minha inquietação e indignação para que juntos possamos promover a mudança e construir uma sociedade melhor do que esta que nos impingiram. Eu digo BASTA!
Noélia Falcão
CTI - Candidatura Tavira Independente
... e não se esqueçam: “SE NADA FIZERMOS NADA ACONTECE.”